sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Canalhice

Enquanto houver canalhada falando em inclusão social (e gastando dinheiro dos outros, por esse meio calhorda), enquanto houver imbecis falando de justiça social, de distribuição de renda (puro assalto a quem produziu para dar o fruto do roubo a todo vagabundo possível), de encargos sociais - em suma, qualquer coisa “social” (roubo) o mundo estará ameaçado. Produtivos do mundo, uni-vos e acabem com a vagabundagem. Quem não produz tem o direito inalienável de morrer de fome!
Mas duvido muito. Quando a sopa acaba, comunistas rapidinho arranjam um trampo e se tornam trabalhadores desde criancinha .
Não se preocupe, tire deles a boa vida, não morrerão, não.

Carta del Lavoro

 O ministro da economia disse que, finalmente, o Brasil abandonará as malditas leis anti trabalho originadas da "Carta del Lavoro", do fascismo de Mussolini inplantadas pelo ultra populista Getúlio.
Findam 90 anos de atraso.
Enquanto países menos ricos em natureza, enriqueciam a faziam, nesses 90 anos o primeiro mundo, a estupidez trabalherda (trabalhista de mer...) nos mantinha no mundo lixo.
Ministro, salve-nos



Estupidez coletiva

As pessoas inteligentes e não contaminadas pela estupidez coletiva devem entender que estão sendo prejudicadas e mesmo até mortas pela existência da crença sociológica e das outras crenças objetivistas, materialistas.
Os malucos estelionatários intelectuais Durkheim e Comte decretaram que existe uma coisa chamada "o homem" que é "um ser social" = "O homem" e "social" não existem. Nunca existiram. Esses malandros decretaram o que achavam que era o "método científico positivo" e aí, nessa maluquice, enfiaram a sociologia que, à luz da física moderna, não pode existir, porque não existe uma realidade objetiva absoluta,mas, apenas, paradigmas objetivos (neurociência) e multiversos holográficos (astrofísica) e Universos Pessoais Paralelos,
Quase tudo que se faz, hoje é contaminado pela estupidez sociologista, inclusive as religiões.
Não há como tratar de algo tão grande num só post,. Volto a falar. Volte também

Malandragem

Leiam o jornal da igreja universal do bispo Macedo. Tem um artigo onde o jornal mostra por incrível que pareça que essas festas de Natal não tem sentido algum que são meras malandragem da igreja inicial em geral cópias das outras crenças romanas

Nun inzésti

Sinto esclarecer que “coletividade” não existe. Também não existe humanidade, bem comum, povo, social, coletivo. São abstrações não realidades objetivas. Não existe meio quilo de comunidade nem cem gramas de nação . Viver considerando abstrações realidades objetivas é babaquice mortal. Lutar por ela é assassinato ou mesmo genocídio. Sinto muito a verdade dói

INFORMAÇÃO: Eu, Conde G, Field o paladino dessa terra, retorno depois de 53 anos de silêncio, retorno da tumba do patropi e volto a informar o que ninguém informa dessas plagas amadas por Deu

Moleza não!

Uma desempregada, resumindo o pensamento de todo empregado quer carteira assinada porque viver de bico é muito inseguro. Só que ela não entende que o empresário, exatamente como ela, tem de se virar para manter a empresa e pagar o empregado que, estupidamente, encarreirados, não precisa mais se preocupar porque o patrão se preocupa por ele. Claro que isso não dá certo. Por essa atitude, ampliada pela estupida guerra de classes faz o empregado ser inimigo exatamente de quem lhe deu guarida e segurança. Se essa estupidez socialista não acabar, presidente, vamos continuar na merda todos empregados empresários

Moleza


Tenho milhares de empregos para oferecer mas me recuso a produzir dinheiro para empregados ganharem às minhas custas. Só produzirei emprego quando o empregado produzir a riqueza que ele não produz por si mesmo para minha empresa, aí poder dar a parte dele. Milhares de empresas faliram por não terem exigido isso, milhões de empregos foram destruídos pela estupidez trabalhista fascista, muitas famílias ficaram na miséria por causa das loucuras comunistas. Isso tem de desaparecer da face da terra ou a economia é que desaparece e retornamos à barbarie (que já está aí nas ruas) ao escambo, ao carro de boi (quando muito!) é às casas de pau a pique.

Quer moleza

 Até agora os empresários se viravam para ter dinheiro para pagar os empregados. Em breve, os empregados produzem ganhos que não seriam capazes de produzir por si mesmo e, a partir do ganhos os empresários, que investiram na fábrica correram riscos e criaram a possibilidade de o empregado ter algum ganho, paga a ele o justo que não pode ameaçar o lucro do investimento do empresário e dos sócios que acreditaram na empresa e investiram nela. A opção contrária é um país faminto uma economia em fartamos e a fome. O que prevejo acima, se acontecer cresceremos, todos empresários e empregados a níveis da China de Singapura e da Coreia do Sul. Presidente, realiza isso. O Brasil precisa os empregados necessitam os empresários esperam

Tem de retomar!

 Presidente Bolsonaro, se o senhor não conseguir consertar a justiça brasileira destruída pelos comuna. Faça com que uma empresa possa cobrar judicialmente uma dívida - hoje não compensa e os juizes raramente dão ganho de causa aos credores por questões ideológicas, seu projeto de consertar o Brasil já falou. O sistema de scoring mata o crédito porque não se pode cobrar de quem deve. Só carro e casa se toma e nesses casos o juro é baixo. O sistema atual é suicida. Antigamente quando não pagava, retomava-se até liquidificador, hoje vendeu perdeu. As empresas retomavam os bens e revendiam mais barato. Hoje não tem como. O calote hoje é assumido. Chamam de “spread” ou seja a taxa do calote. O sistema de scoring é suicida mas foi a única maneira de tentar manter o crédito, só que, além de não funcionar é uma sacanagem coletiva contra o individuo. No scoring, se você é amigo de um caloteiro perde ponto. Se você não tem o celular da moda, também, se é velho não vale mais nada! de Conserte isso ou tudo vai por água abaixo

A RÃ PADECEU


                                                    A RÃ PADECEU

         -Não sei o que fazer, Mirtes. Isso vai nos trazer um monte de problemas. Com ela nós podíamos atravessar as águas do rio no impulso, mas agora eu acho que não temos saída. Vamos ter que esperar outro alguém que possa fazer tudo de novo.
         Lá estavam Jodie, o cavalo, e Mirtes, a galinha. Eles conversavam a sós, na sala de aulas do teatro da cidade.
         Aconteceu, porém, que Lira, a cobra, escutara a conversa de Jodie e Mirtes, atrás da porta...

         Lira reuniu todos os bichos que conseguiu contactar, num auditório muito grande que ficava no mesmo teatro. Ela não disse do que se tratava, mas disse que era de interesse público e que o mundo mudaria daquele momento em diante.
         A bicharada compareceu.
       Na hora marcada, Lira subiu ao palco e, inflamada de nervosismo, começou a falar:
         -Meus irmãos!
         -Irmãos? - estranhou a velha leoa Janete.
         -Sim, meus irmãos. Depois do que lhes contar, vocês entenderão que somos todos irmãos no amor divino da Rã!
         -Do que está falando, Lira? - insistiu Janete.
         -A Rã padeceu, meus irmãos! A Rã padeceu!
         -Que rã?
         -A gloriosa Rã que veio para nos salvar! A Rã que amou os bichos de tal maneira que padeceu por todos nós!
         Um falatório confuso começou a surgir no meio dos bichos, mas Lira continuou:
         -Meus irmãos, a Rã veio trazer o amor, a verdade, a liberdade, a sopa de rã..., quero dizer, o alimento espiritual de que precisávamos!
         -Lira, não sabemos do que você está falando exatamente. Será que pode ser mais clara? - perguntou Douglas, o morcego.
         -Então prestem atenção: eu estou dizendo que a Rã padeceu por nós. E morreu. Agora teremos de esperar por alguém que possa fazer tudo de novo, vamos ter que esperar que o próximo enviado venha continuar toda a obra que a Rã iniciou.
         -Mas quem era essa Rã que nós não conhecíamos? - voltou a falar Janete.
         -Obviamente que não conheciam, pois Jodie e Mirtes esconderam-na de nós. Eles não queriam que tomássemos conhecimento da salvadora da humanidade, pois eles são céticos e incrédulos. Torturaram a Rã, fazendo-a padecer e ela morreu. Façamos justiça à nossa redentora! Adoremos a Rã em nosso íntimo e vamos rezar para ela todos os dias. Em breve eu arrumarei um lugar mais apropriado para nos juntarmos e adorarmos a grande Rã.
         -E o que vamos fazer com aquele cavalo do Jodie e aquela galinha da Mirtes? - perguntou Laurence, um camelo.
         -Eles têm que pagar pelo terrível pecado que cometeram - finalizou Lira.


                                                        O RANZISMO

         Os bichos se reuniam todas as semanas para adorar a Rã que padeceu. Lira escreveu um livro grosso, ao qual chamou "sagrado", onde contava toda a história da Salvadora da humanidade. Dizia que o livro sagrado havia sido inspirado pela própria Rã e por isso não era um livro comum, mas escrito pela Rã através dela, a cobra Lira. Estava escrito que a Rã padeceu para salvar a todos os bichos, que a Rã fora enviada para libertar o mundo dos pecados. A bicharada que se reunia no "templo da Rã" era chamada de Ranzista e Lira era a fundadora do Ranzismo.
         Muitos bichos doentes iam até lá implorar que a Grande Rã os curasse, outros apenas iam para agradecer as graças alcançadas e a maior parte ia pedir bobagens que satisfizessem seus caprichos bichais como arrumar namorado, ficar rico, conseguir uma casa de dois pavimentos, ser feliz mesmo sendo um bicho, trazer o bicho amado em três dias...
         Alguns pedidos eram realizados, outros não, mas a fé é que importava.
         Construíram uma grande estátua da Rã padecendo e sofrendo, e a colocaram num altar.
         Dizia-se que com a ajuda da Rã era possível atravessar o rio sobre as águas. Lira repetia isso o tempo todo, pois ouvira algo assim da boca de Jodie. Dizia-se que um dia a Grande Rã voltaria e recompensaria a todos que lhe foram fiéis e que lhe tivessem adorado direitinho...
         E prosseguia assim a vida na cidade.


                                                    O GOLFINHO BRUNO

         Até que um dia apareceu um golfinho, o Bruno, que começou a criar uma certa polêmica...
         -Mas então você não acredita no poder da Rã?! - escandalizou-se Rosana, uma vaca.
         -Escute, como pode ser tão boa esta rã de vocês se ela não realiza todos os pedidos que vocês fazem? Ela tem preferência por um e por outro? Ela sorteia os felizardos da semana?
         -Claro que não, seu ateu! A vontade da Grande Rã está acima da nossa! Ela sabe o que deve e o que não deve realizar!
      -Quer dizer que aquele coelho, filho da dona Maria Coelha, que morreu anteontem, mesmo com toda a cidade fazendo orações para ele se curar, era um dos escolhidos pela vontade da rã? Essa rã é muito egocêntrica, você não acha não?
         -Quanta heresia!
        -Vamos ser realistas, Rosana! Que santidade é essa que vocês precisam chantagear a tal rã para serem recompensados? Vocês têm que bajulá-la, implorar coisas, dar outras em troca, senão não conseguem o que querem! Se fosse um produto comercial, eu entenderia. Mas cadê a santidade disso?
         -Não quero mais falar com você! - a vaca deu as costas e foi embora muito irritada.


                                            A VERDADE DESCOBERTA

         Bruno esperou anoitecer e entrou escondido no templo da Rã. Lá mesmo havia uma prisão onde Lira trancafiara Jodie e Mirtes. Os dois estavam muito maltratados. Bruno encontrou o caminho livre até eles, pois Lira estava no meio do templo fazendo um de seus sermões. Ele ouvia a voz dela:
         -Adoremos de coração a nossa salvadora! Se a Rã padeceu por nós, então lhe devemos a vida e temos de louvá-la até o último de nossos dias! Cantemos uma música de louvor - e começou a cantar um hino de adoração junto com toda a bicharada.
         Bruno rapidamente encontrou a cela dos prisioneiros de Lira.
         -Ei! Vocês dois! Estão me ouvindo?
         -Quem está aí? - indagou uma fraca voz.
         -Sou Bruno e você deve ser o Jodie.
         -Sim. O que quer aqui?
      -Eu sei que apenas vocês podem revelar o mistério desta rã. Afinal, Lira os mantêm aí trancados há anos e diz a todos que vocês são os culpados pela morte da tal rã.
         -Que rã?
         -A grande rã. É assim que se referem a ela. Eu preciso saber a verdade. Lira diz: "A rã padeceu por nós". O que isso significa?
         A voz de Mirtes foi ouvida por Bruno:
         -Jodie, então foi por causa daquela conversa! Lembra?
         -Lembro.
         -Quando dissemos que a rampa desceu.
         -Ela torceu tudo!
         -Afinal, a tal rã padeceu mesmo? - indagou Bruno.
        -Não, filho. Não é rã, é rampa. Era a rampa que havia no rio que margeia a cidade. A rampa levantada num pedaço dele e que também era uma espécie de ponto turístico, porque do alto dela dava para ver um tantão da cidade. O problema foi que a rampa desceu, depois de anos umedecidos, o terreno onde ela estava construída cedeu e ela desceu. Como se diz: "Água mole em pedra dura..."
         Mirtes acrescentou:
         -Quem fez a rampa já era morto quando ela desceu e não havia outro que pudesse pôr a rampa no lugar daquela. Foi por isso que o Jodie disse que íamos ter que esperar outro alguém que pudesse fazer tudo de novo. E aconteceu, porém, que Lira, a cobra, escutou a nossa conversa e não entendeu do que estávamos falando. Ou entendeu e deu uma de espertinha. Não importa. O fato é que a história caminhou para um outro lado. Um lado totalmente diferente... e tortuoso! 
         Bruno, logicamente, correu a avisar a toda a cidade o que havia acontecido e conseguiu libertar Jodie e Mirtes.
         Lira é que fora presa e ficara lá com a estátua de sua rã inventada.

         Essa história, felizmente, terminou bem. Mas é apenas uma história. Se fosse real, nunca terminaria assim... A bicharada escolheria a rã, mesmo sendo uma farsa...



Priscilla Pereira Nunes (este é o meu nome, assim mesmo com a letra L repetida conforme está na certidão de nascimento; eu sou a única autora deste texto e a única responsável, portanto, por tê-lo escrito; tanto este conto quanto o conto "Entrevista com Deus" devem ser atribuídos exclusivamente a mim, ao meu gênio uraniano, ninguém mais cometeu esta obra, a Priscilla sou eu e assim inocento a todos os demais; Tchau, Crianças!)

Pobrismo

Sabe por que os pobres são pobres? Entre outras coisas, porque ajudam-se uns aos outros. Ricos ajudam a si mesmo e ficam ricos.

UMA ENTREVISTA COM DEUS


      "Não sabem nada as pessoas que oram a deuses que não podem salvá-las, pessoas que fazem procissões, carregando as suas imagens de madeira". (Isaías 45:20)

                      UMA ENTREVISTA COM DEUS

      O sujeito puxou a cadeira e sentou-se. Era uma casa humilde e praticamente vazia. A cadeirinha de madeira e a mesa ficavam perto da janela. O outro sentou-se com seu copo de vinho na mão.
      -Então você é Deus? - perguntou o repórter ao que tomava o vinho.
      -É como vocês me chamam. Deus.
      -Sei. Fale aqui mais perto porque as pilhas estão meio fracas. Você fez o mundo em sete dias?
      -Não, em seis. No sétimo eu descansei.
      -Claro. Mas e aquela história da luz tão forte que impedia que as pessoas vissem o rosto de Deus... - antes que ele acabasse uma luz cegante invadiu tudo.
      O repórter cobriu os olhos com rapidez, mas a luz só durou uns segundos.
      -O suficiente para cegar, não? - disse Deus.
      -Sim, podia ter avisado! - reclamou esfregando os olhos - Mas você não usa a luz sempre por quê?
      -Porque enche o saco.
      -Fale aqui mais perto. Por que você fez a raça humana?
      -Ah, isso é uma pergunta filha da mãe! Eu fiz esse pessoalzinho aí só para me divertir, e vocês sabem disso! Eu adoro essa coisa de criar humanos e depois tentá-los, fazê-los sofrer, matá-los, é uma terapia. Maria diz que sou louco. Mas, afinal, quem não é?
      -Maria?
      -Maria, claro.
      -A santa?
      -É como vocês a chamam, né? Maria se diverte com essa história.
      -Ela é sua mulher?
      -A gente se gosta, saímos juntos, mas nada de papel, testemunhas, nada disso. Quando ela engravidou quase nos separamos. Aí ela acabou casando com aquele José, que assumiu o garoto. Aliás, garoto problemático, héin!
      -Jesus Cristo?
      -Esse mesmo. Cheio de si, se achando o grande messias. Acho que tinha algum complexo, sei lá. Eu sabia que aquela história de ser o cordeiro de Deus não ia dar em boa coisa, o garoto tinha aquele jeito de suicida, só podia dar no que deu. Depois disso Maria voltou para mim.
      -Então ele não era o filho predileto que você deu por amor?
      -Que filho predileto o quê! Foi um filho não planejado que acabou dando muito trabalho para mim e para ela. Mas já superamos isso. Só que como era meu filho, ele tinha certos poderes de cura e de milagres que usou para impressionar vocês humanos. E até hoje vocês alimentam essa história, que Deus o tenha... quero dizer, que Eu o tenha.
      -Muito interessante. Isso aí no copo é vinho?
      -É sim, quer provar?
      -Um pouco.
      -Pegue. Tome do seu copo.
      -No meu copo tem água.
      -Já não tem mais.
      -Ora! Água em vinho! Isso não é um truque de Jesus?
      -E você acha que ele herdou isso de quem? Papai Noel?
      -Sei - o repórter bebeu - É uma delícia.
      -Eu sou bom no que faço, modéstia à parte.
      -Maria está em casa?
      -Ela saiu cedo hoje. Foi olhar de perto uma vidraça onde fizeram uma caricatura dela. Maria é vaidosa demais! Ela não gostou nada dessa história. Disse-me que vai anotar num caderninho os nomes de todos que lá estiverem e dar um problema para cada um para ver se essa gente arruma o que fazer.
      -E Adão e Eva?
      -O que é que tem?
      -Como foi aquela história no paraíso?
      -Ah, eu me diverti bastante. Fiz os dois lá, peladões, à toa, e coloquei a serpente, o fruto proibido, armei o circo de modo que desse para ter alguma graça. Depois fiquei lá olhando os dois sucumbirem. Eu sou sádico, não é não? Eu podia ter dado poder a eles para não sucumbirem, para continuarem eternamente no Éden, mas eu sou implicante, cara! Quando fiz as regras de não poderem comer aquele fruto, eu já sabia o que aconteceria, é claro. Foi demais! Aquela serpente eu transformei num advogado. Um dos melhores que estão aí hoje, trabalha para o Fernandinho.
      -Quem é?
      -Ah, não! Nada de nomes.
      -E o casal?
      -O casal encheu meu saco. Joguei para fora do paraíso. Eles eram muito chatos, não faziam nada que prestasse, viviam lá medrosos, se cobrindo com aquelas folhinhas.
      -Procure falar mais perto, aqui.
      -O problema é com as pilhas? Então, que suas pilhas não acabem mais. Pronto.
      -Você as recarregou?
      -Eu as tornei eternas. Não se preocupe mais com elas.
      -Obrigado. Quantos anos você tem?
      -Não tenho. Nenhum. Esse tempinho de droga que vocês têm, eu não tenho.
      -Você nasceu? Como tudo começou?
      -Aí já são outros quinhentos, porque quando vocês me inventaram, nunca disseram nem como, nem quando, nem por quê.
      -Nós inventamos?
      -Vocês. Vocês inventaram um imbecil à toa, que se diverte olhando suas cretinas vidas vazias e lhes faz alguns favores em troca de algumas humilhações e orações. Este sou eu.
      -Então você não é Deus!
      -Está vendo? Malditos mortais. Não agüentam a verdade. Quando falo a verdade sou tudo, menos Deus. Agora, se sou o que vocês querem que eu seja, sou Pai, Salvador, Senhor, e sei lá mais o quê. Vamos parar com essa conversa fiada por aqui. Eu já enchi.
      -Eu também.
      -Então caia fora.
      -Mas não vou devolver as pilhas.


Priscilla Pereira Nunes

Não acredito

 Não acredito no Brasil de esquerda nem no de direita
A esquerda teve sua chance em 15 anos no poder, mas a esquerda radical de PC do B e outros continuaram nanicos.
O falso esquerdismo do presidente carcerado era só um populismo de que se aproveitou quando, na década de 1970 foi levado para o sindicato para servir de voz para o presidente do sindicato que não sabia falar. Foi levado por seu irmão frei Beto, que, comunistão, de frei nada tinha. Mas o garoto que só gostava de fumar e beber cachacinhas mas tinha um grande carisma.  A ideia era ele ser a voz do presidente do sindicato e ele gostou tanto que tomou p lugar do presidente e virou presidente do Brasil, para desgraça de todos, inclusive dele, que acabou em cana.
Ele e sua turma fizeram uma farra mas não conseguiram fazer o Brasil comunista.
Mas a direita também esteve no poder. Com Floriano, mesmo com Getúlio e sem dúvida com os militares a partir de 1964.
Não deu certo, os militares saíram porque os brasileiros, sacanas proprietários do jeitinho, da malandragem que até os teoricamente sisudos (não são!) não são nem de direita (malandro não é coletivista) nem de direita (malandro conservador nasce morto.) em dado momento deixaram de dar bola ´para eles e ficaram falando sozinhos. Como a dilma nem falar falava...
Os brasileiros são radicais apenas em ternos de curtir a vida adoidado. Político tem de sacar isso ou fica falando sozinho, também.
Não, o presidente não é um radical de direita, a mídia do Brasil e do mundo é que é radical de esquerda - menos, é claro, as Mídias Almar -  jornal, revista, rádio, TV) e por isso o taxa como radical de direita. Não é. Radical de direita não tem uma primeira dama que se dedica ao social... !!!

(Policarpo Domingos é redator de política)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Venci

# - 1 - Em 1988 eu era professor do IESK, no Rio.
Ser professor de segundo grau era ótimo.


Tinhamos "liberdade de cátedra" - ninguém poderia mandar em nossa sala.
Um belo dia de 1978 uns caras chegaram dizendo que deveríamos lutar por nossos direitos.
d
Eu não queria lutar por nada, tinha um bom trabalho, ganhava vinte vezes o que um professor  ganha hoje (com as greves, meu salário encolheu)
Mas durante dez anos aceitei a loucura das greves.
O ano começava, os professores  entravam em greve em abril e só  voltavam em setembro.
Gerações de alunos de escola pública foram imbecilizados.
Em 1988 todos os quatrocentos e poucos professores do IESK se reuniram para decidir se a escola, como um todo, entraria em greve.
Aí, não topei. Uma greve geral, abstrata, ainda ia.
Mas o IESK todo era um motim.
Não topei.
Subi ao palco e usei os seguintes argumentos:
1 - Em dez anos de greve meu salário havia encolhido. Minha ex-mulher que era no mesmo estado, ganhava vinte vezes menos que eu,professor. Em 88, ganhava só duas vexes mais (hoje empata!)  Ou seja, perdíamos com as greves
2 - A greve de professor do estado era burra. Numa greve numa fábrica o patrão perde dinheiro. Ele não produz, não vende, a greve pressiona-o. Por outro lado, os operários param de receber e, se ficarem muito tempo em greve fazer a fabrica falir e todos perdem tudo. Ou seja, em dado momento nefociam
Na greve dos professores funcionários públicos, ao contrario da fábrica, o patrão,o governador tem lucro,  Economiza luz, água, giz, alimentos de merenda, etc. Ou seja, não pressionam os patrões, ao contrário, dá lucro.
Pior, especificamente, nessa greve, o governador Moreira Franco - que já tinha feito isso antes - garantiu que cortaria os salários. Eu pagava uma pensão alimentícia litigiosa e por isso fui ao juiz e disse que meu salario seria contado. O juiz, gentilmente, disse que quando isso acontecesse ele me colocaria na cadeia em 48 horas.
Eu disse tudo isso e afirmei que não poderia entrar em greve porque entraria em cana.
Pois bem a canalhada disseque eu tinha de entrar em greve assim mesmo.
Então eu disse que era funcionário do Estado do Rio e não do  IESK, Que uma decisão coletiva da escola seria puro motim. Que, quando assumi o cargo -cargo de funcionário tem características semi militares, fazemos juramento e tudo. Quando eu me formara professor, no palco do Teatro Municipal, jurara defender os alunos. Disse que cumpro meus juramentos, que não ia me amotinar
Disse que, de qualquer maneira, apenas eu não fazer greve não ameaçaria a greve.
Bem, quase me mataram. Disseram que a greve não era só salarial, que havia os fatores ideológicos - na verdade a greve era para eleger o Lula no governo federal e o Garotinho no Estado do Rio. Bem, 30 anos depois, após bilhões roubados, os dois estão m cana...
Eu disse que não respondia a eles mas a mim e ao estado, que não era sindicalizado (eu não sabia como sei hoje, que o SEPE não era o sindicato dos professores, mas uma associação que se diz sindicato ilegalmente. O sindicato oficial (só pode haver um) é a UPPES - de Niterói, que nunca fez greves.
Eu havia avisado aos alunos que ficassem atentos que eu iria para sala.
Eu disse aos revoltosos que ia para a sala e que o filho da p.. que tentasse me impedir levaria um tiro
Fui para a sala. Eu usava uma bolsa dessas de médico, grande, e, quando entrei na sala, em minha mesa, uma pequena multidão chegou na porta da sala. Coloquei a mão na pasta e disse:
"O filho da p... que se aproximar leva um teco. Só que eu segurava mesmo era um apagador.
Não sem tumulto, dei aula.
No dia seguinte, meus alunos na porta, o portão fechado.
Mandei os alunos esperarem, peguei o carro e fui ao RPMonte, o quartel da PM, e usando de minhas atribuições de funcionário publico pedi ajuda para abrir a escola e fui legalmente atendido.
Fui levado por um carro de choque e cheguei junto com a diretora comunista - todos eram! - chegava também
- "Puxa, Almar, não precisava disso"
- Precisava sim, se eu não agisse ficaria com a cara no portão.
Dei aulas o resto do ano todo, sozinho.
Um pai de aluno comunista foi reclamar comigo e eu disse que aluno não faz greve e se faz leva falta e é reprovado,inclusive por faltas.
Durante dois anos foi assim.
No terceiro ano, duas professoras aderiram. No fim do ano, outro professor aderiu.
Quando saí, em 2004, quase nenhum professor fazia greve.
No ano passado, tentei visitar o colégio, fui impedido pelos diretores comunistas.
Há alguns anos um aluno meu de reprogramação falou em meu nome para um comunista que tinha uma loja de antiguidades na Estrada da Pedra, em Santa Cruz disse que eu "estava queimado na Zona Oeste". Pode ser.
Mas, de todo modo, me orgulho do ato de coragem que tive em 1988. E, como todos sabem,  o sindicalismo faliu o Brasil e suas lideranças estão em cana por corrupção.
Desculpem, mas eu estava certo
A escola acabou. O IESK está reduzido a três turminhas. O antigo prédio do primeiro grau está fechado. O maternal, um  dia o melhor da América do Sul, também. Professor, hoje, apanha e é morto.
Trinta anos depois quase todos os lideres estão em cana.
Eu ganhei.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Não dá

Não dá pra saber

País decente?

Se o. Presidente Bolsonaro quiser mesmo fazer do Brasil um país decente terá de fazer algo com as mídias, principalmente as comunistas, que lutam pela valorização da mediocridade do absurdo do feio, do incompetente. Acredito que os 58 milhões de eleitores querem a civilização o crescimento o mérito pelo melhor. Mas a rede Glayblo insiste em mostrar o lixo como luxo. Não é. Um garoto pobre, negro ou roxo que estudou feito louco e formou-se em engenheiro, para esses troços não humanos tem o mesmo valor que um monte de subgente em andrajos mal ajambrados, debaixo de um sujo viaduto, destruindo o idioma “fazendo poesia falada em três minutos”, gritando impropério ideológicos. É a consagração ideológica do nada. Eu crei as palavras “ajudismo “, “pobrismo” “miserismo” que colaram e se popularizaram: crio agora o “nadismo” a valorização comunista de ninguéns fazendo nada, mas dizendo que é poesia, pintura, música etc. Mas é só lixo. Nada. Zero.
Se isso prevalecer, a civilização acaba.
Junto aos problemas ecológicos, econômicos, do não nascimento de crianças (para os comunas o aumento da velhice...), pode acabar com mesmo a espécie - talvez com a vida e a longo prazo o universo, a realidade, o absurdo da morte de Deus. Lutar contra isso é o bom combate.

Calhordas

Enquanto houver canalhada falando em inclusão social (e gastando dinheiro dos outros, por esse meio calhorda), enquanto houver imbecis falando de justiça social, de distribuição de renda (puro assalto a quem produziu para dar o fruto do roubo a todo vagabundo possível), de encargos sociais - em suma, qualquer coisa “social” (roubo) o mundo estará ameaçado. Produtivos do mundo, uni-vos e acabem com a vagabundagem. Quem não produz tem o direito inalienável de morrer de fome!
Mas duvido muito. Quando a sopa acaba, comunistas rapidinho arranjam um trampo e se tornam trabalhadores desde criancinha .
Não se preocupe, tire deles a boa vida, não morrerão, não.

gato

O autor da novela do gato se esqueceu da SKY, Oi, Tim tudo via satélite e com telefone via satélite. Furo de narrativa... mas isso é o mínimo numa história que tem gato que vira gente é fonte da juventude. Faziam novelas melhores...

ode ou não pode?


Publicado em

https://www.migalhas.com.br/

Atenção consumidor: o credit scoring é permitido

Gisele Nascimento
O método credit scoring é legal, todavia, precisa observar o devido respeito à privacidade e à máxima transparência que regem as relações negociais, devendo igualmente ser respeitadas as limitações temporais, de 5 (cinco) anos para o cadastro negativo e de 15 (quinze) anos para o histórico de crédito.
segunda-feira, 16 de outubro de 2017



O que é credit scoring?
Credit scoring pode ser traduzido como pontuação de crédito ou contagem de crédito. Ou seja, é um sistema de pontuação utilizado pelas instituições que operam com relações comerciais ou creditícias, com a finalidade de análise para concessão de crédito aos consumidores.
Por este sistema, a pessoa (pessoa física ou pessoa jurídica - empresa) que pede a concessão do crédito tem sua solicitação analisada por métodos estatísticos, mediante fórmulas matemáticas nas quais são consideradas diversas variáveis como idade, sexo, estado civil, profissão, renda, número de dependentes, histórico de adimplemento de outras operações de créditos anteriores, com vistas à nova concessão.
Para a elaboração desse banco de dados, não podem ser utilizadas as chamadas informações sensíveis, como origem social ou étnica, saúde, informações genéticas, orientação sexual ou convicções políticas, religiosas ou filosóficas. Isso significa que ninguém pode ter o pedido de crédito negado simplesmente por ser desta ou daquela religião, por ter esta ou aquela orientação sexual, ou ser filiado ao partido "A" ou ao partido "B", por exemplo.
O Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso repetitivo (Recurso Especial 1.419.697), já pacificou o entendimento de que a pontuação de crédito (credit score) é um método legal de avaliação de risco financeiro, desde que atenda aos requisitos da lei 12.414/11, entretanto, em havendo inserção no banco de dados de informações excessivas, sensíveis, incorretas ou desatualizadas, é cabível a indenização por dano moral ao consumidor, haja vista o não atendimento de parâmetros legais (abuso de direito).
Mas, fica o alerta: a simples existência de nota desfavorável ao consumidor não dá margem a indenização por dano moral, pois isso é um direito das empresas que concedem crédito aos consumidores, a exemplo de bancos, financeiras, lojas e prestadores de serviço em geral. É uma forma, digamos, delas se protegerem contra consumidores que não cumprem (ou não cumpriram no passado) seus compromissos financeiros. É o que dispõe a lei 12.414/11, que "disciplina a formação e consulta a bancos de dados com informações de adimplemento, de pessoas naturais ou de pessoas jurídicas, para a formação de histórico de crédito".
Atenção especial deve ser dada ao fato de que o consumidor tem o direito de conhecer as informações que tenham servido de base para sua pontuação no banco de dados do gestor dessas informações.
O método credit scoring é legal, todavia, precisa observar o devido respeito à privacidade e à máxima transparência que regem as relações negociais, devendo igualmente ser respeitadas as limitações temporais, de 5 (cinco) anos para o cadastro negativo e de 15 (quinze) anos para o histórico de crédito.
Também já está pacificado que as empresas que consultam este serviço não têm o dever de solicitar autorização do consumidor para utilizá-lo. Por outro lado, o consumidor poderá solicitar que lhe sejam fornecidos esclarecimentos acerca dos dados que tenham sido considerados para composição de seu histórico de crédito, bem como sobre como foram valoradas suas informações pessoais.
Contudo, as empresas não estão obrigadas a revelar a fórmula do cálculo ou o método matemático utilizado na elaboração do referido banco de dados para a avaliação de risco de crédito, pois isso é considerado segredo empresarial, fruto de estudos que exigiram investimentos próprios das atividades empresarias.
Para finalizar, é bom salientar que o sistema de escore de crédito não é propriamente um banco de dados de consumidores. É, na verdade, uma metodologia utilizada para o cálculo do risco de crédito, a partir de dados estatísticos, que seguem fórmulas matemáticas, e a mera existência de nota desfavorável ao consumidor solicitante de crédito não dá margem à indenização por dano moral.
Que fique claro, no entanto, que o desrespeito aos limites legais na utilização do sistema credit scoring configura abuso de direito (art. 187 do Código Civil), o que atrai a aplicação das sanções legais, especialmente a indenização por dano moral.
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*Gisele Nascimento é advogada em Mato Grosso, sócia do escritório Alves, Barbosa e Nascimento Advogados Associados, especialista em Direito Civil e Processo Civil, pós-graduanda em Direito do Consumidor e Membro da Comissão de Defesa da Mulher OAB/MT.

Não pode?

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STJ - Especialistas discutem prós e contras do scoring de crédito

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu na manhã desta segunda-feira (25) sua primeira audiência pública, que debate o sistema scoring – a pontuação usada por empresas do setor financeiro para decidir se darão ou não crédito a consumidores.
 
Proposta pelo ministro Paulo de Tarso Sanseverino, a audiência contou ainda com a participação dos ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti, Villas Bôas Cueva e Marco Buzzi.
 
A possibilidade de indenização por dano moral a consumidor prejudicado pelo sistema scoring será julgada pela Segunda Seção do STJ no Recurso Especial (REsp) 1.419.697, do Rio Grande do Sul, cujo relator é o ministro Sanseverino. O recurso tramita como repetitivo (artigo 543-C do Código de Processo Civil).
 
Falta de transparência
 
Para o representante do Ministério Público Federal na audiência, subprocurador-geral da República José Elaeres Marques Teixeira, a iniciativa do STJ é “louvável” e transmite a mensagem de que a corte está aberta ao diálogo franco e racional, objetivando o aprimoramento de suas decisões, que devem estar em sintonia não só com a lei mas também com as esperanças que a sociedade deposita no Poder Judiciário.
 
Sobre o tema, Teixeira afirmou que o uso do sistema scoring traz ganhos em termos de redução do risco (spread) das instituições financeiras e do custo operacional na concessão de empréstimos, com repercussão positiva sobre a competitividade e a taxa de juros cobrada dos consumidores.
 
Entretanto, o acesso dos consumidores aos bancos de dados com seus registros bancários e de crédito deve ser garantido de modo geral, o que não acontece. “Hoje, os dados utilizados e os critérios aplicados no modelo de score conferem objetividade à análise na concessão de crédito, mas não são disponibilizados ao consumidor de forma compreensível. Isso tem que mudar”, disse o subprocurador-geral.
 
Ilicitudes
 
As apresentações foram divididas em quatro painéis, com expositores a favor e contra o sistema scoring. Para aqueles que são contra o sistema, a falta de transparência e clareza da ferramenta é o maior problema atual desse modelo de avaliação de crédito.
 
“Há diversas ilicitudes. A principal delas é que o consumidor não tem acesso irrestrito aos dados que são usados a favor ou contra ele, dificultando dessa forma o direito de correção”, afirmou o representante da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal, Fernando Martins.
 
Segundo Martins, não existe hoje a obrigatoriedade de notificação prévia, uma vez que o mecanismo não encontra respaldo em nenhuma norma. “O sistema de scoring não tem harmonia com o princípio da transparência. A qualidade de seus dados é questionável, não existe o livre acesso a eles e, mais, fere o marco civil da internet”, analisou o advogado.
 
A argumentação da OAB/DF foi ratificada pelos demais expositores do primeiro painel, para os quais o sistema sigiloso afronta direitos e garantias constitucionais do cidadão. “As empresas têm todo o direito de se proteger. Mas acreditamos que este sistema afronta vários princípios, sem nenhum tipo de controle. Nele, várias injustiças acontecem”, acrescentou Larissa Davidovich, da Defensoria Pública do Rio de Janeiro.
 
Crédito mais barato
 
Coordenada pelo ministro Villas Bôas Cueva, a segunda parte da audiência pública reuniu cinco oradores favoráveis à utilização do sistema. Segundo o ministro, a audiência está contribuindo para esclarecer todas as dúvidas existentes sobre o tema.
 
O primeiro orador foi o representante da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, José Levi Mello do Amaral Júnior. Ele sustentou que a exemplo dos grandes atores econômicos, que utilizam estatísticas próprias do scoring, os pequenos lojistas precisam contar com a possibilidade de contratar uma ferramenta desse tipo.
 
Avaliar de modo seguro a qualidade do tomador é uma forma de tornar o crédito mais barato – disse ele –, sobretudo nas modalidades mais populares, como o crédito direto por meio de carnês ou cheques pré-datados.
 
Em sua opinião, marginalizar o scoring significaria dificultar o crédito direto e favorecer as administradoras de cartões de crédito. Isso limitaria a livre iniciativa, a liberdade de contratar e a autonomia da vontade.
 
Questão de forma
 
Falando em nome do Ministério Público do Distrito Federal, o promotor de defesa do consumidor Leonardo Bessa ressaltou a importância de se debater um tema tão polêmico e cobrou maior transparência na utilização do sistema.
 
“Não somos contra o scoring, somos contra a forma como ele está sendo aplicado atualmente. O scoring precisa funcionar com mais transparência e garantir ao consumidor a possibilidade de questionar a nota que lhe é atribuída e a legitimidade da obtenção dos dados”, enfatizou.
 
Leonardo Bessa traçou um rápido histórico da concessão de crédito desde a década de 50 e ressaltou que não existe crédito sem informação: “Ninguém concede crédito a outro se não tiver informações mínimas sobre o risco de inadimplência. Sempre foi assim e sempre será.”
 
Representando o Serviço de Proteção ao Crédito de Santa Catarina, Rodrigo Titericz abriu sua exposição informando que 95% dos associados do SPC/SC são pequenos e micro empresários que financiam suas vendas com recursos próprios, sem qualquer dependência bancária.
 
“Por isso defendemos o uso de ferramentas adicionais de equilíbrio financeiro, como o scoring, na análise da concessão de crédito pelos pequenos lojistas”, afirmou. Segundo ele, a consulta ao scoring auxilia na concessão de crédito a partir da análise do perfil e da taxa de risco de determinado grupo de consumidores, mas cabe ao empresário aprovar ou não a concessão do crédito.
 
Mais de cem países
 
Marcus de Barros Lisboa , da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), afirmou que o scoring é um modelo estatístico de risco largamente utilizado por vários segmentos da economia e até no setor de segurança pública: “É com base nessa estatística de riscos que a boa polícia define os locais e os horários que merecem maior atenção policial.”
 
Para ele, a polêmica envolvendo a legitimidade do sistema pode ser facilmente solucionada pelos órgãos fiscalizadores, como o Banco Central, por exemplo. “Basta definir os protocolos do scoring e fiscalizar sua aplicação”, afirmou.
 
Último orador do bloco, Fabiano Robalinho, da Serasa, defendeu o scoring como uma ferramenta lícita, indispensável e largamente utilizada por mais de cem países. “O scoring não viola a legislação e democratiza a concessão de crédito pelos pequenos varejistas”, assegurou.
 
Fonte: STJ

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